segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ao Movimento Terra Trabalho e Liberdade – MTL


Ao Movimento Terra Trabalho e Liberdade – MTL
e aos camaradas João, Dim e Marilda

Considerado intocável, o latifúndio, por força das lutas populares, sofre algumas derrotas que de tão importantes tornam-se símbolos, que aos olhos dos poderosos são assustadores. Esse é o caso do assentamento na área da antiga Fazenda Tangará, localizada no Município de Uberlândia, MG.

Lá, nesses cinco mil hectares, depois de longas batalhas, vivem mais que as 250 famílias assentadas. Junto com o pão produzido na terra dividida moram também novos sonhos a serem compartilhados e que alimentam a disposição de luta dos insistem em dias melhores para nosso povo. O exemplo já contaminou o chão do triângulo mineiro.

Eis as razões pelas quais o latifúndio, e seus instrumentos – públicos e privados, persegue quem ousa desafia-los. Particularmente, quando agora modernizado pelo capital e rebatizado de agronegócio, ele busca reciclar sua hegemonia no campo brasileiro.

João Batista Fonseca, Wanduiz Evaristo Cabral e Marilda Ribeiro, seus companheiros e amigos, há muito organizam o que parece serem sonhos. Todavia, quando eles chocam com o mundo tornam-se realidades vivas e transformadoras. Por isso estão na mira das forças do atraso e do conservadorismo. E é exatamente por isso merecem todo o nosso respeito e a nossa solidariedade.

Joãozinho, Dim, Marilda e o Movimento Terra Trabalho e Liberdade podem contar com nossa inteira disposição de luta para impedir a condenação e a prisão daqueles a quem temos orgulho de chamar de camaradas.

Pelo imediato arquivamento dos processos contra Joãozinho, Dim e Marilda.
Pelo fim dos ataques aos movimentos populares e aos seus militantes.
Por uma Reforma Agrária Antilatifundiária.
Pela democratização da posse da terra.


Belo Horizonte, outubro de 2009.


Refundação Comunista - Brasil

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1 Comentários:

Às 17 de janeiro de 2010 12:58 , Anonymous Anônimo disse...

Salve os sonhos e Liberdade aos que os defendem.

Este depoimento não precisa de nenhum resgate historico das lutas e nem lembrar a tragetoria destes companheiros inocentes, mas, quero deixar aqui minha indignação à classe politica e conservadora dos poderes que regem esta nação.
Um judiciário conservador e comprometido com os interesses da classe dominante.Afinal, nossa constituição sempre guardou mais a propriedade fizica do que o maior bem .A VIDA !!!

Acraditamos na luta organizada, nos nossos advogados e na esperança desse povo que vê em lideres éticos a bandeira que não pode parar de tremular.

Naudo Pantoja
bacharelando em Direito- Belém do Pará

 

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